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8 de dezembro de 2011
Arte Urbana lisboeta entre as melhores do mundo...
A notícia não é nova e andava há muito aqui na lista dos "rascunhos" das mensagens do blog. No entanto, pela sua importância não pode ser esquecida: a Arte Urbana de Lisboa aparece na lista das melhores do mundo.
Notícia no Jornal Público
Notícia no Portuguese American Journal
Há poucos dias também folheava um livro em inglês sobre arte urbana no mundo inteiro e tinha 5 páginas dedicada ao artista português Alexandre Farto aka Vhils. Vale a pena conhecer o trabalho deste artista que tem projectado internacionalmente o nome da arte urbana portuguesa.
29 de setembro de 2011
Vídeo experimental sobre a utilização da Arte Pública como recurso
Encontrei recentemente este vídeo no Youtube que me chamou a atenção essencialmente pelo nome. Não é que ele nos mostre alguma prática relevante neste domínio da utilização educativa de obras de arte pública mas penso que lança sementes para algo que poderá ser realmente bastante útil neste campo: o experimentalismo.
Experimentar significa correr riscos (mesmo que possam ser riscos "controlados") e isso poderá ser muito bom se estivermos abertos a dialogar abertamente com os resultados que encontrarmos. Não adianta fazermos experimentações se não estivermos dispostos a aceitar e reflectir sobre os seus resultados!
Assim, e aproveitando a perspectiva deste vídeo, porque não fazer experimentações educativas? Porque não promover diferentes experiências, com novos recursos, junto dos nossos alunos? Porque não registar o que fizemos (aproveitando todas as possibilidades tecnológicas ao nosso alcance) para depois podermos reflectir sobre os resultados obtidos?
Fica a ideia... espero comentários e sugestões.
6 de setembro de 2011
Quem quer um Banksy na parede lá de casa?
Acabada a chamada silly season eis que aparecem polémicas a sério! Já tinha saudades de uma boa polémica que me fizesse escrever aqui umas linhas e, claro, lançar mais lenha na fogueira.
Foi hoje publicada no Publico online uma notícia sobre mais uma polémica que envolve as obras de Banksy (a polémica à volta das suas obras quase já não é notícia...). Alguém trouxe duas obras suas da Palestina até aos EUA e agora estão à venda numa galeria de Nova Iorque. As reacções não se fizeram esperar e as vozes contra este acto já são mais que muitas.
Ora parece-me que este tipo de polémica é exactamente o que o artista quer! Provavelmente para ele é completamente indiferente se as suas obras estão à venda numa galeria ou não... ele próprio já o fez noutras ocasiões!
Achar que a arte, ou determinado tipo de arte, só o é realmente em determinado contexto não é um ponto de vista recente ou que tenha sido inaugurado com a chamada street art, pois isso acontece há muito com outras obras que são muitas vezes validadas pelo espaço expositivo em que se encontram, e também não devemos esquecer as obras site-specific, cujo Tilted Arc de Richard Serra é o representante maior pela afamada polémica que causou. No entanto não me parece que esta seja uma polémica estéril, pois isso vem, mais uma vez, estender a nossa compreensão sobre os limites da arte.
Penso que do ponto de vista educativo é bem mais interessante a polémica gerada em volta disto do que o acto em si!
E porquê?
Porque os argumentos contra a favor denotam um determinado posicionamento sobre o que é a arte no geral, sobre o que é sreet art em particular, sobre o papel social da arte, sobre o papel social do artista, ou sobre a importância do contexto para a compreensão da obra...
Mas que novas interpretações da obra são geradas neste novo contexto? Esta deslocação da obra com objectivos aparentemente económicos o que nos diz sobre o funcionamento do mundo da arte? Tendo em conta a facilidade com que se reproduzem estas obras de arte (na notícias fala-se do imenso merchandising que existe já em volta das obras) será relevante ter a parede original onde a obra foi pintada?
O que dirão os nossos alunos sobre isto?
Foi hoje publicada no Publico online uma notícia sobre mais uma polémica que envolve as obras de Banksy (a polémica à volta das suas obras quase já não é notícia...). Alguém trouxe duas obras suas da Palestina até aos EUA e agora estão à venda numa galeria de Nova Iorque. As reacções não se fizeram esperar e as vozes contra este acto já são mais que muitas.
Ora parece-me que este tipo de polémica é exactamente o que o artista quer! Provavelmente para ele é completamente indiferente se as suas obras estão à venda numa galeria ou não... ele próprio já o fez noutras ocasiões!
Achar que a arte, ou determinado tipo de arte, só o é realmente em determinado contexto não é um ponto de vista recente ou que tenha sido inaugurado com a chamada street art, pois isso acontece há muito com outras obras que são muitas vezes validadas pelo espaço expositivo em que se encontram, e também não devemos esquecer as obras site-specific, cujo Tilted Arc de Richard Serra é o representante maior pela afamada polémica que causou. No entanto não me parece que esta seja uma polémica estéril, pois isso vem, mais uma vez, estender a nossa compreensão sobre os limites da arte.
Penso que do ponto de vista educativo é bem mais interessante a polémica gerada em volta disto do que o acto em si!
E porquê?
Porque os argumentos contra a favor denotam um determinado posicionamento sobre o que é a arte no geral, sobre o que é sreet art em particular, sobre o papel social da arte, sobre o papel social do artista, ou sobre a importância do contexto para a compreensão da obra...
Mas que novas interpretações da obra são geradas neste novo contexto? Esta deslocação da obra com objectivos aparentemente económicos o que nos diz sobre o funcionamento do mundo da arte? Tendo em conta a facilidade com que se reproduzem estas obras de arte (na notícias fala-se do imenso merchandising que existe já em volta das obras) será relevante ter a parede original onde a obra foi pintada?
O que dirão os nossos alunos sobre isto?
15 de junho de 2011
A manifestação e o pensamento livre como arte pública
Não posso deixar de partilhar aqui no blog este impressionante depoimento de Eduardo Galeano em Barcelona aquando da manifestação do chamado grupo 15M.
Não serão estas manifestações, mais ou menos espontâneas, mas com sentido e propósito, também elas um "novo género de arte pública". Não poderemos aplicar aqui a viragem que Suzanne Lacy teorizou sobre as novas manifestações de arte pública? Não serão estes os novos "sem-voz" que se manifestam deste modo, deixando também eles (nós) a sua marca?
Não serão estas manifestações, mais ou menos espontâneas, mas com sentido e propósito, também elas um "novo género de arte pública". Não poderemos aplicar aqui a viragem que Suzanne Lacy teorizou sobre as novas manifestações de arte pública? Não serão estes os novos "sem-voz" que se manifestam deste modo, deixando também eles (nós) a sua marca?
19 de maio de 2011
Uma petição para impedir a construção de um Monumento aos Combatentes da Guerra do Ultramar na Guarda
Na cidade da Guarda, habitualmente fria, as coisas estão quentes por causa de um monumento que a Câmara Municipal quer edificar no Jardim José de Lemos. O monumento destina-se a homenagear os combatentes da Guerra do Ultramar e tem o apoio da Liga dos Combatentes mas parece que a população não está muito agradada com tal monumento naquele local e resolveu lançar uma petição pública para impedir a construção do mesmo.
Este acto só por si revela um excelente exemplo de acção cívica mas a petição vai mesmo mais longe e propõe "uma política integrada e participativa de arte pública". Ora aqui está uma excelente questão para análise e discussão neste blog: Quem decide a colocação das obras de arte nos espaços públicos? Como é conduzido esse processo? Que papel têm (e que papel deveriam ter) os cidadãos na escolha de uma solução estética?
Não posso deixar de assinalar este iniciativa de cidadania que se reveste de grande importância e exemplo para outras zonas do país...
Notícia no Jornal "A Guarda"
Ler a Petição Pública
27 de abril de 2011
O poder da arte pública...
Junto à fronteira Turquia/Arménia este monumento começou a ser desmantelado de modo a promover a reconciliação entre as duas nações. O poder da arte pública vai, como se vê, muito para além do objecto em si... a reflectir.
Turkey Begins Dismantling Monument
20 de abril de 2011
O que nos interessam os souvenirs do casamento real?
É recorrente vermos associado a qualquer acontecimento mediático uma produção massiva de produtos evocativos que se destinam a formar, cristalizar e perpetuar a nossa ideia sobre esse evento. Quem não se lembra da Expo'98 e do Gil? Ou do Euro 2004 e do Kinas?
Agora, segundo noticia hoje o jornal Público na sua edição online, assistimos à produção desmesurada de souvenirs em volta do casamento real em Inglaterra. Nada de espantar! Mas, pergunto, o que nos interessam esses souvenirs?
Grande parte deles estão à venda em escaparates nas ruas, logo passam a fazer parte da cultura visual dos transeuntes. A imagens ajudam a formar a nossa ideia sobre os noivos, sobre a boda, sobre o que significa isso para os ingleses (especialmente para aqueles adeptos da monarquia). Essas imagens repetidas até à exaustão cristalizam essas ideias formando um discurso hegemónico que assumimos como verdadeiro e único.
Do mesmo modo, os estrangeiros que vistam em Portugal acham que o artesanato português são ... galos de Barcelos!
Notícia no Jornal Público
Ora esta seria uma boa ocasião para iniciar uma discussão sobre os limites do conceito de Arte Pública, situando-o mais perto da ideia da "cidade como contentor de cultura visual". Alguém quer colaborar?
Agora, segundo noticia hoje o jornal Público na sua edição online, assistimos à produção desmesurada de souvenirs em volta do casamento real em Inglaterra. Nada de espantar! Mas, pergunto, o que nos interessam esses souvenirs?
Grande parte deles estão à venda em escaparates nas ruas, logo passam a fazer parte da cultura visual dos transeuntes. A imagens ajudam a formar a nossa ideia sobre os noivos, sobre a boda, sobre o que significa isso para os ingleses (especialmente para aqueles adeptos da monarquia). Essas imagens repetidas até à exaustão cristalizam essas ideias formando um discurso hegemónico que assumimos como verdadeiro e único.
Do mesmo modo, os estrangeiros que vistam em Portugal acham que o artesanato português são ... galos de Barcelos!
Notícia no Jornal Público
Ora esta seria uma boa ocasião para iniciar uma discussão sobre os limites do conceito de Arte Pública, situando-o mais perto da ideia da "cidade como contentor de cultura visual". Alguém quer colaborar?
Arte na Faixa: um projecto de Arte Pública para mudar o comportamento dos cidadãos
Ora aqui está um projecto de Arte Pública, realizado na cidade brasileira de Curitiba, com um verdadeiro objectivo social: mudar o comportamento dos cidadãos quando atravessam a estrada.
Como pode visualizar no vídeo abaixo, o projecto nasceu depois de se ter detectado um problema relacionado com o número de acidentes que envolviam os peões na cidade.
Considero bastante interessante o contraponto que fazem no vídeo entre o acto de atravessar a estrada e o de contemplar arte.
Como este projecto é também um estudo de caso, apresentam no vídeo alguns resultados desta iniciativa, que parece ter resultados bastante positivos.
Não posso deixar de "importar" a ideia para o contexto escolar. Na escola onde leccionei nos últimos anos o havia igualmente um problema com o atravessamento da estrada. Ao longo dos ano em que lá estive vários foram os acidentes e cheguei mesmo a propor à Direcção a realização de uma pintura no chão à saída da escola que alertasse os alunos para a necessidade de cruzar a estrada na passadeira. Nada foi feito e o problema persiste. Eu não consegui mas, se estivesse na mesma escola voltaria à carga impulsionado por este projecto. E na vossa escola como é? Acham que conseguem envolver os alunos numa iniciativa do género?
Site Oficial do Projecto Arte na Faixa
Canal vídeo no Youtube
Como pode visualizar no vídeo abaixo, o projecto nasceu depois de se ter detectado um problema relacionado com o número de acidentes que envolviam os peões na cidade.
Considero bastante interessante o contraponto que fazem no vídeo entre o acto de atravessar a estrada e o de contemplar arte.
Como este projecto é também um estudo de caso, apresentam no vídeo alguns resultados desta iniciativa, que parece ter resultados bastante positivos.
Não posso deixar de "importar" a ideia para o contexto escolar. Na escola onde leccionei nos últimos anos o havia igualmente um problema com o atravessamento da estrada. Ao longo dos ano em que lá estive vários foram os acidentes e cheguei mesmo a propor à Direcção a realização de uma pintura no chão à saída da escola que alertasse os alunos para a necessidade de cruzar a estrada na passadeira. Nada foi feito e o problema persiste. Eu não consegui mas, se estivesse na mesma escola voltaria à carga impulsionado por este projecto. E na vossa escola como é? Acham que conseguem envolver os alunos numa iniciativa do género?
Site Oficial do Projecto Arte na Faixa
Canal vídeo no Youtube
17 de abril de 2011
Doris Salcedo, uma artista que vale a pena conhecer...
Sempre gostei dos artistas em discurso directo.
Falam do seu trabalho com a clareza de quem o criou e são, por vezes, mais esclarecedores do que os críticos e supostos entendidos. Não obstante de ser importante conhecermos os vários pontos de vista, sempre que possível, acho bastante importante conhecer o que tem para dizer o artista sobre a sua própria obra.
O primeiro vídeo que vos deixo é sobre uma obra da Doris em Istambul (que há já algum tempo tinha divulgado aqui) e o segundo é uma revista sobre a sua obra.
Gosto! As coisas simples fazem-nos olhar duas vezes...
Falam do seu trabalho com a clareza de quem o criou e são, por vezes, mais esclarecedores do que os críticos e supostos entendidos. Não obstante de ser importante conhecermos os vários pontos de vista, sempre que possível, acho bastante importante conhecer o que tem para dizer o artista sobre a sua própria obra.
O primeiro vídeo que vos deixo é sobre uma obra da Doris em Istambul (que há já algum tempo tinha divulgado aqui) e o segundo é uma revista sobre a sua obra.
Gosto! As coisas simples fazem-nos olhar duas vezes...
14 de abril de 2011
Para onde vai este país?
Se não soubermos para onde ir podemos sempre seguir as indicações que Pantónio andou a colocar em Lisboa durante esta última semana.
Aqui está uma excelente exemplo de intervenção na cidade, pois não deixa de intervir política e socialmente, mas respeita em absoluto o património e o mobiliário urbano.
Estas intervenções não podem ser dissociadas do actual momento político e económico do país e é exactamente esse o poder da arte urbana: a sua actualidade, a sua intervenção quando intervir é preciso.
Vale a pena ler a notícia e comentá-la.
Notícia no Jornal Público
10 de abril de 2011
Esta erecção ganhou um prémio de inovação!
Notícia no Jornal Público
Site dos Voina
Ler a notícia do Público antes de ler o post...
Esta obra é realmente, que já não existe (e teve mesmo uma existência física muito efémera) é bastante interessante e a notícia no Jornal Público também, pois apesar de reflectir pouco sobre a obra (e fazer reflectir ainda menos os leitores - uma tendência muito actual no jornalismo português... mas isso é outro assunto) apresenta alguns dados que desconhecia e que acho bastante interessante poder debatê-los:
a) apesar da polémica à volta da inclusão ou não da obra a concurso, parece que o Centro Nacional de Arte Contemporânea (CNAB), com sede em Moscovo, não teve dúvidas em considerá-la como "obra de arte", aceitando claramente como "arte" uma manifestação artística habitualmente considerada como "guerrilha". Um sinal dos tempos? uma mudança de mentalidades no mundo da arte? ...?
b) Na notícia diz-se que "o trabalho foi escolhido por romper com a tradição russa de “arte com preocupações sociais”. Será que rompe mesmo? Será que a arte de guerrilha, e esta obra em particular, renegam realmente as preocupações sociais? Ou será que as preocupações sociais actuais são diferentes?...
c) A solidariedade de Banksy para com este grupo de activistas é deveras interessante. É como se entre os artistas de guerrilha houvesse um código ético e solidário que lhe permite ter este tipo de atitudes. Mas como conseguiu Banksy o dinheiro? Não foi por as suas obras terem entrado no chamado "mercado da arte"? Outra discussão interessante...
Gostaria de ler as vossas opiniões e também o resultado das discussões destes e de outros assuntos com os vossos alunos.
Vale a pena visitar o site dos Voina.
Site dos Voina
Ler a notícia do Público antes de ler o post...
Esta obra é realmente, que já não existe (e teve mesmo uma existência física muito efémera) é bastante interessante e a notícia no Jornal Público também, pois apesar de reflectir pouco sobre a obra (e fazer reflectir ainda menos os leitores - uma tendência muito actual no jornalismo português... mas isso é outro assunto) apresenta alguns dados que desconhecia e que acho bastante interessante poder debatê-los:
a) apesar da polémica à volta da inclusão ou não da obra a concurso, parece que o Centro Nacional de Arte Contemporânea (CNAB), com sede em Moscovo, não teve dúvidas em considerá-la como "obra de arte", aceitando claramente como "arte" uma manifestação artística habitualmente considerada como "guerrilha". Um sinal dos tempos? uma mudança de mentalidades no mundo da arte? ...?
b) Na notícia diz-se que "o trabalho foi escolhido por romper com a tradição russa de “arte com preocupações sociais”. Será que rompe mesmo? Será que a arte de guerrilha, e esta obra em particular, renegam realmente as preocupações sociais? Ou será que as preocupações sociais actuais são diferentes?...
c) A solidariedade de Banksy para com este grupo de activistas é deveras interessante. É como se entre os artistas de guerrilha houvesse um código ético e solidário que lhe permite ter este tipo de atitudes. Mas como conseguiu Banksy o dinheiro? Não foi por as suas obras terem entrado no chamado "mercado da arte"? Outra discussão interessante...
Gostaria de ler as vossas opiniões e também o resultado das discussões destes e de outros assuntos com os vossos alunos.
Vale a pena visitar o site dos Voina.
6 de abril de 2011
Vandalismo ou abandono?
Recebi um mail de um colega brasileiro com esta pergunta e um link para este vídeo.
Depois de ver o vídeo não consigo deixar de pensar "já vi isto em qualquer lado..."
Depois de ver o vídeo não consigo deixar de pensar "já vi isto em qualquer lado..."
16 de março de 2011
A China é o segundo maior comprador mundial de arte.
A China é o 2º maior comprador mundial de arte. E agora, o que significa isso?
Será o "investimento em arte" apenas um indicador económico?
Mas que arte é transaccionada? Que artistas? Que obras? De onde?
Que arte é comprada pela China? Aquela que glorifica o regime ou aquela que o contesta?
Talvez valha a pena discutir estas questões com os nossos aluno...
12 de março de 2011
O edifício mais alto da Europa em Istambul
O Edifício Istambul Sapphire, com 265 m de altura, foi inaugurado a semana passada depois de ter iniciado a sua construção em 2005.
É um edifício com pormenores de requinte e luxo que se adequa ao poder económico e estratégico que a Turquia, e em especial a cidade de Istambul, têm adquirido no contexto geográfico em que se encontra.
A Turquia é um dos países que está na minha lista para visitar, sem dúvida.
Notícia no El País
No entanto não posso deixar de mostrar este edifício aqui pelas suas imensas possibilidades educativas:
- Porquê construir em altura?
- Serão estes edifícios as "catedrais góticas" da sociedade contemporânea?
- Geografia dos arranha-céus. Onde há edifícios que são "os maiores do mundo"? Porquê?
- O que representam nesse contexto? o que querem transmitir?
- Que tecnologias e materiais de construção que permitem construir em altura?
- Que diferenças há entre o Chrysler Building, o Empire State, as Petronas, etc...?
Vista do Empire State Building à noite
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9 de dezembro de 2010
Expandir limites...?
O Artista Waffa Bilal resolveu implantar uma câmara de vídeo na sua cabeça (na nuca mais precisamente, como podem ver na imagem) e vai daqui a 5 dias começar a enviar uma imagem por minuto para a sua exposição Told Untold Retold, organizada pelo Museu de Arte Moderna de Doha, no Qatar.
Para além de todas as questões éticas, médicas e artísticas que poderão ser abordadas há aqui um espaço de debate que me parece de total interesse ser levantado. Desde o manifesto Cyborg de Donna J. Haraway (salvo erro em 1985) que este assunto da robotização do homem (e a consequente humanização dos robots) tem sido um assunto recorrente em diversos filmes ou até na publicidade.
Este projecto de Bilal, quanto a mim, levanta questões bastante interessantes e que têm que ver, em primeiro lugar, com os limites e limitações do corpo humano: na realidade não podemos ver o que está atrás da nossa nuca; em segundo lugar levanta-me questões sobre os limites na criação artística, onde tudo parece valer; e, em terceiro, levanta-me questões sobre a privacidade pois não possibilidade de eu não poder ser fotografado se passar por trás do artistas...
Estas não são questões novas, já foram noutros momentos levantadas por outros artistas, de outros modos é certo... mas penso que vale a pena discutir com eles estes assuntos!
Como termina a Reportagem do El País: o debate está servido! Façam o favor...
Vídeo no Jornal Público
Site do artista Waffa Bilal
Site do Projecto "The third I"
Reportagem no El País: O Homem biónico está a chegar...
Para além de todas as questões éticas, médicas e artísticas que poderão ser abordadas há aqui um espaço de debate que me parece de total interesse ser levantado. Desde o manifesto Cyborg de Donna J. Haraway (salvo erro em 1985) que este assunto da robotização do homem (e a consequente humanização dos robots) tem sido um assunto recorrente em diversos filmes ou até na publicidade.
Este projecto de Bilal, quanto a mim, levanta questões bastante interessantes e que têm que ver, em primeiro lugar, com os limites e limitações do corpo humano: na realidade não podemos ver o que está atrás da nossa nuca; em segundo lugar levanta-me questões sobre os limites na criação artística, onde tudo parece valer; e, em terceiro, levanta-me questões sobre a privacidade pois não possibilidade de eu não poder ser fotografado se passar por trás do artistas...
Estas não são questões novas, já foram noutros momentos levantadas por outros artistas, de outros modos é certo... mas penso que vale a pena discutir com eles estes assuntos!
Como termina a Reportagem do El País: o debate está servido! Façam o favor...
Vídeo no Jornal Público
Site do artista Waffa Bilal
Site do Projecto "The third I"
Reportagem no El País: O Homem biónico está a chegar...
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