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20 de abril de 2011

O que nos interessam os souvenirs do casamento real?

É recorrente vermos associado a qualquer acontecimento mediático uma produção massiva de produtos evocativos que se destinam a formar, cristalizar e perpetuar a nossa ideia sobre esse evento. Quem não se lembra da Expo'98 e do Gil? Ou do Euro 2004 e do Kinas?
Agora, segundo noticia hoje o jornal Público na sua edição online, assistimos à produção desmesurada de souvenirs em volta do casamento real em Inglaterra. Nada de espantar! Mas, pergunto, o que nos interessam esses souvenirs?
Grande parte deles estão à venda em escaparates nas ruas, logo passam a fazer parte da cultura visual dos transeuntes. A imagens ajudam a formar a nossa ideia sobre os noivos, sobre a boda, sobre o que significa isso para os ingleses (especialmente para aqueles adeptos da monarquia). Essas imagens repetidas até à exaustão cristalizam essas ideias formando um discurso hegemónico que assumimos como verdadeiro e único.
Do mesmo modo, os estrangeiros que vistam em Portugal acham que o artesanato português são ... galos de Barcelos!

Notícia no Jornal Público


Ora esta seria uma boa ocasião para iniciar uma discussão sobre os limites do conceito de Arte Pública, situando-o mais perto da ideia da "cidade como contentor de cultura visual". Alguém quer colaborar?

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